segunda-feira, 23 de junho de 2008

Criatividade Responsável

O estereótipo do publicitário sugere que este seja um sujeito dotado de absurda criatividade e genialidade. Mas a liberdade de criação a ele concedida dá margens a pontos discutíveis e polêmicos, sobre até que ponto vai essa faculdade de criar, ainda considerada irrestrita quanto à suas abordagens.
Já é sabido da intensa influência exercida hoje pelos meios de comunicação de massa. Quase a totalidade da população brasileira possui um ou mais aparelhos de TV em casa; assim, todo comercial é visto por milhões de pessoas, o que as tornam passíveis de ser influenciadas na maneira de pensar e agir, já que a propaganda não apenas convence o consumidor a comprar um determinado produto, mas também lhes incute idéias e conceitos.
Diante disso tudo, o principal ponto a ser discutido é se deve existir um limite na criação de peças publicitárias, tanto no que diz respeito aos temas, quanto à maneira como são abordados.
O publicitário dispõe de diversas mídias para emitir uma mensagem para o público, e isso só faz aumentar a chance de uma mesma mensagem, veiculada de diversas formas, ser implantada na mente do receptor.
Que mensagens são estas que chegam ao público? As mensagens que contêm temáticas polêmicas podem ser transmitidas sem chocar ou escandalizar? Essas são perguntas que merecem atenção, pois dizem respeito ao efeito que uma mensagem mal articulada pode causar ao receptor.
Um exemplo claro de que deve sim existir uma censura na publicidade é quando as propagandas abordam a questão do homossexualismo, tema que ainda apresenta um certo dualismo de opiniões. Um comercial que mostre explicitamente uma relação homossexual poderá chocar o receptor, causando-lhe repulsa; da mesma forma, outra propaganda que demontre qualquer manifestação preconceituosa também não terá um efeito favorável, podendo até prejudicar as vendas do produto e a imagem da marca. Propaganda que possuam cenas ou imagens fortes de sexo ou violência, apesar de possuírem um determinado público-alvo e uma aparente veracidade, são muito heterogêneas quanto a seus receptores; tanto adultos como crianças apreendem mensagens que podem ser inconvenientes e até mesmo prejudiciais.
Portanto, a cautela na criação de peças publicitárias é extremamente necessária e indispensável se o publicitário deseja que sua mensagem obtenha o retorno esperado. Recursos como a sugestão, não deixam de atingir sua finalidade só porque não são diretas. um exemplo desse tipo de propaganda é campanha da FIAT cujo slogan dizia: "Você precisa rever os seus conceitos", em que apenas eram sugeridas algumas situações que, por serem consideradas incomuns, poderiam ser alvo de preconceito.
Lidar com a massa exige a união de liberdade e limite, criatividade e responsabilidade; a ética deve ser um fator limitante no processo criativo.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Pierre Lévy e Inteligência coletiva: o que temos a ver com isso?

Pierre Lévy (filósofo, sociólogo e historiador francês) veio com tudo, trazendo à tona um assunto ao qual estamos muito integrados, mas nem nos damos conta.

Você já parou pra pensar em INTELIGÊNCIA COLETIVA? Chegou a hora de começar a refletir sobre isso.

De uns tempos pra cá, estamos passando por grandes transformações nos meios de informação. Cada vez mais, percebemos que a fonte dessas informações não se encontra apenas nos livros, enciclopédias antigas ou dicionários. Ela está indo muito além disso, já que todo esse conhecimento parte de nós mesmos. Nós somos a informação, nós temos o conhecimento e poder de passar isso para os outros.

Desse modo, foram surgindo sites e grupos de relacionamento na internet que se utilizam dessa inteligência coletiva, como blogs, comunidades (no orkut) e enciclopédias com conteúdo postado pelos usuários (wikipedia), e fazem muito sucesso. Lembrando que inteligência coletiva está diretamente ligada à web 2.0, que vimos anteriormente.
Então, te pergunto: o que temos a ver com essa tal inteligência coletiva? TUDO! Nós temos o poder nas mãos. Basta saber usá-lo da maneira correta. Nosso conhecimento que por muito tempo foi julgado inútil por muitos, hoje pode servir para alguém, se disposto na internet.

Pierre possui livros que podem fornecer mais informação, aos mais interessados nesse tipo de literatura, nos mostrando assim, como exercer nosso papel de ajudadores no coletivo, de participantes da sociedade pensante. São uma ótima opção para interessados na área de comunicação social.

Então, fica a dica. E pensem sobre o assunto, pois é uma ótima forma de mudar o mundo aos poucos com nossas ideologias, ou de incutir nossas idéias publicitárias nos usuários da inteligência coletiva.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Casas Bahia: sinônimo de publicidade ruim?

“Em um mundo onde produtos como iPod e Gillette viraram nomes de categorias, agora temos uma empresa que nomina uma estratégia empresarial.”


“Quer pagar quanto?”. Essa frase virou sinônimo de irritação para muitos brasileiros que, diariamente, vêem os intervalos das programações dos principais canais de TV aberta interrompidos por propagandas varejistas como a das Casas Bahia. Muitas vezes com caráter maçante e repetitivo, muitos enxergam a publicidade das Casas Bahia como ruim e mal feita. Propagandas como as da Coca-Cola, Nike e Fiat, por exemplo, impressionam muito mais os olhares de alguns telespectadores que acreditam serem essas as únicas boas propagandas.

O fato de uma propaganda ser esteticamente bem feita, com efeitos visuais e fotografia de cinema, não é sinônimo de boa propaganda. Para ser boa e alcançar o principal objetivo mercadológico de qualquer campanha (vender), a propaganda não deve contar apenas com a estética, mas também com as estratégias de marketing que circundam a publicidade.

Presente em oito estados (SP; RJ; MG; GO; RS; PR; SC; MS), além do Distrito Federal, a Casas Bahia multiplicou em pouco mais de uma década suas 250 filiais para as mais de 540 atuais. Em 2007, a rede figurou entre as 250 maiores empresas de varejo no mundo.

Para alcançar isso, as Casas Bahia teve que contar com grandes investimentos em publicidade, que giram em torno de 2,3 bilhões por ano. Mas assim como todas as campanhas, um alto investimento em publicidade não é sinônimo de crescimento empresarial. Boas estratégias de marketing aliadas a uma boa administração empresarial podem ser um dos caminhos para o sucesso.

A habilidade para entender as necessidades emocionais e os hábitos de compra dos clientes de baixa renda e a capacidade de viabilizar o sonho de consumo por meio do acesso ao crédito resultou em uma boa estratégia mercadológica.

A partir do segundo semestre e ao longo dos próximos três anos, os alunos do MBA da Universidade Harvard, nos EUA, terão de estudar uma história de sucesso made in Brazil: o vertiginoso crescimento e as estratégias que levaram as Casas Bahia ao topo do varejo nacional serão objetos de estudo por lá. Isso é uma prova de como as estrategias de marketing são muito mais complexas do que se pensa.

Com um crescimento desses, é de se esperar que, por mais chatas que sejam as propagandas das Casas Bahia, elas têm efeitos extremamente positivos. Isso vai contra a idéia de muitos publicitários, principalmente os estudantes de publicidade, que acreditam que apenas propagandas bonitas e criativas geram efeitos positivos.

Muitas vezes, milhões são gastos em propagandas belíssimas, que são reconhecidas apenas pelo seu caráter criativo, deixando de lado a premissa básica de uma boa propaganda: persuadir e levar o público ao ato de compra, seja de um produto ou idéia.

Pode até ser chato ver um figurão gritando “Quer pagar quanto?”, mas pelo menos o objetivo final de venda está sendo cumprido. E, aliás...muito bem cumprido!

Está na hora de você rever seus conceitos: a criatividade é apenas a ponta do iceberg!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

OLED nova tecnologia do futuro para telas finas.

Há pouco tempo saiu no Webinsider um artigo sobre monitores CRT, plasma e LCD, mostrando seus dados técnicos, vantagens e desvantagens de cada tecnologia.

É fato que a tecnologia CRT está ultrapassada e os produtos com telas de plasma são economicamente inviáveis devido ao seu alto custo de produção além das deficiências da tecnologia, como alto consumo de energia e o efeito burn-in, colocando o LCD como vencedor daquela batalha.

Mas os monitores LCD já estão com os dias contados. A Sony anunciou no começo deste ano, uma nova linha de monitores e TVs com a nova tecnologia chamada OLED (Organic Ligh-Emitting Diode) ou diodo orgânico emissor de luz. Esta tecnologia permite que as próximas telas sejam mais finas, leves e baratas que as atuais de LCD.

Cada diodo orgânico é composto por moléculas de carbono que emitem luz ao receberem uma determinada carga elétrica, podendo ser aplicado diretamente sobre a superfície da tela, usando o método de impressão. Como cada diodo orgânico possui luz própria a necessidade de se utilizar luz auxiliar(backlight) é descartada, fazendo com que os aparelhos desenvolvidos com esta tecnologia fiquem menores e gastando menos energia.

oled.jpg

Esta tecnologia torna-se muito interessante para uso em PDAs, notebooks e qualquer outro dispositivo portátil, onde o tamanho e a economia de energia são fatores críticos.


As telas orgânicas também conseguem ter tempo de resposta inferior às telas de LCD, diversos ângulos de visualização e maior contraste. Unindo essas características a uma forma mais simplificada de produção e utilizando menos materiais do que seu concorrente, barateando seu processo de manufatura, as próximas telas de OLED deverão fazer com que os aparelhos que utilizem LCD logo fiquem obsoletos.

sonyoled10807.jpg

Vantagens do OLED:

  • Maior brilho e contraste (1000 x superior ao LCD);
  • Maior ângulo de visualização (180º);
  • Menor tempo de resposta: aprox. 0,1 ms;
  • Menor consumo de energia;
  • Maior durabilidade;

Celular - A Midia do futuro


Com o avanço tecnológico surgiu uma nova mídia, capaz de atingir cada pessoa individualmente como uma espécie de mala direta, o celular. Com ele as empresas podem mandar suas propagandas a cada pessoa individualmente. Já existem hoje no mercado empresas que pagam a seus afiliados (em dinheiro e em créditos de celular) para receberem mensagens publicitárias em seus celulares, para que isso aconteça seus afiliados antes devem preencher uma ficha contendo seu perfil, o que vai permitir que as propagandas cheguem ate você lapidado como se o produto em questão fosse feito exclusivamente para você.
Também existem lojas que, no ato da venda, pegam informações de seus clientes (entre elas o numero do celular) para q no futuro possam estar enviando por mensagem novas ofertas e promoções.

Web-rádio, aquecendo o nosso frio outono-inverno.

Dando umas voltinhas na internet, percebi que a nova onda outono-inverno não são leggings ou cachecóis. A moda que tem invadido nossas casas é a Web-Rádio.
Mas o que seria web-rádio?
Bom, ouvir o rádio tradicional é legal. Realmente, é divertido. Mas não seria melhor ainda ter uma programação feita sob medida pra você?
A web-rádio é uma rádio inteligente. Através de um programa que você instala no computador, são captados dados das músicas que você mais ouve, do estilo musical que mais gosta, e assim é feita uma play-list (programação) especial pra você, tocando músicas muito bem selecionadas e que podem ser ouvidas de qualquer computador com acesso à internet, por outros usuários.
Com esse novo avanço, a interatividade com o meio é muito maior, pois você não só recebe informações, mas também envia. Receber e enviar dados deixa o usuário do serviço muito mais a vontade, e com muita sede de obter um diferencial, o que é ótimo para seu crescimento pessoal também.
Funcionando através de uma transmissão on-demand (você ouve a programação que quer, na hora desejada), há uma maior comodidade. O ouvinte se sente mais tranqüilo ouvindo suas preferências sem precisar trocar de canais a cada instante ou comprar cds de alto-custo.
Esse serviço encontra-se gratuito, mas o ouvinte também possui a opção paga e com mais regalias. O site de web-rádio mais popular, hoje em dia, é Last.fm (http://www.lastfm.pt/). Vale a pena dar uma conferida no site, que já possui páginas também em português. É de fácil acesso e nos dá, na prática, a idéia de como tudo isso funciona. É divertido, simples e muito prático!

A chegada da TV digital em Minas Gerais


As novas tecnologias estão tomando conta de praticamente tudo aquilo que nos cerca e tornando- se essenciais em nossos dias.

Uma dessas inovações, presente em praticamente 99% dos lares do Brasil, é a televisão. Desde sua invenção, ela vêm sofrendo inúmeras modificações; mas sempre visando uma melhoria contínua, através do avanço da tecnologia no setor das telecomunicações.

Quando foi criada, a imagem veiculada na televisão era transmitida em preto e branco. Anos depois, passou a ser colorida. Assim evoluiu a chamada TV analógica.

Mais uma vez, o futuro chegou. Agora, batendo à porta dos mineiros. Minas tem o prazer de ser o 2º estado brasileiro a receber a TV Digital. Os sons e as imagens são digitais e os programas são transmitidos com o mesmo tipo de linguagem do computador e em alta resolução.

Aqueles velhos ruídos, telas “chapiscadas” pelo mal posicionamento da antena e pela falta de qualidade nas transmissões analógicas estão com os dias contados. Hoje em dia, é preciso apenas uma antena UHF e um conversor de TV Digital para aproveitar toda a qualidade dessa nova tecnologia.

A grande promessa da TV Digital é a oportunidade de interação entre o telespectador e o veículo (TV), pois ele terá o direito de interferir na programação e alterá-la de acordo com o seu perfil e suas necessidades.

Com tudo isso, Minas só tem a ganhar. Afinal, o estado representa uma grande fatia do bolo de telespectadores do Brasil. A partir de agora, é só sentar, assistir e esperar para ver.

sábado, 10 de maio de 2008

WIKINOMICS
A arte e a ciência do peering

Wikinomics é a nova era da participação, onde os indivíduos têm o poder e a oportunidade de se conectar livremente em redes de colaboração para produzir bens e serviços de maneira contínua. O crescente acesso à tecnologia libera as pessoas para participarem da inovação e da criação de riqueza em cada setor da economia (incluindo o da publicidade).
Esse novo modelo de inovação e criação de valor, que hoje é a principal característica da web 2.0, é chamado de peering (colaboração em massa). Ex: MySpace, YouTube, Linux e Wikipédia.
Com o peering um novo tipo de empresa está surgindo: aquela que abre suas portas para o mundo, utiliza o poder da colaboração em massa e se comporta como uma firma global. Com isso, o pensamento empresarial tradicional - que dizem que as empresas inovam, diferenciam e competem tendo um capital humano superior, focando-se nos seus clientes e pensando globalmente (mas agindo localmente) - esta se tornando insuficiente e inadequado no novo mundo empresarial.
A nova arte e ciência da Wikinomics se baseia em quatro novas e poderosas ideias:
  • Abertura: Os clientes podem ver mais claramente o verdadeiro valor dos produtos, os funcionários têm um nível maior de conhecimento sobre a estratégia da empresa e o capital criativo pode ser gerenciado pelos próprios usuários. Ex: ORKUT.
  • Peering: Alavanca a auto-organização que funciona com mais eficácia para algumas tarefas do que a gestão hierárquica. Seus efeitos iniciais são mais visíveis na produção de software, mídia, entretenimento e cultura. Ex: ORKUT (conteúdo por parte das comunidades).
  • Compartilhamento: Construir estratégias em comum com competidores muitas vezes é melhor maneira de dinamizar ecossistemas empresariais que utilizam uma base comum de tecnologia e conhecimento para acelerar o crescimento e a inovação.
  • Ação global: Alianças globais, mercado de capital humano e comunidade de peering possibilitarão o acesso a novos mercados, tecnologias e pessoas, inclusive saber que há uma descentralização do target.

Esses princípios estão substituindo algumas velhas doutrinas dos negócios e a empresa ou indivíduo que não acompanhar essas mudanças se encontrará deslocado. Os antigos modos hierárquicos de organização do trabalho e da inovação não dão conta do nível de agilidade, criatividade e conectividade que as empresas exigem para permanecerem competitivas no ambiente atual. Hoje os usuários é que definem, organizam e constroem (até certo ponto) os conteúdos e ações na internet. A lógica vertical das empresas tradicionais perde valor e a lógica horizontal abre a estância de produção aos usuários.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

TECNOLOGIA CLOUD COMPUTING:
A democratização da Internet
Uma nova tecnologia criada no interior das empresas GOOGLE e Yahoo está deixando Bill Gates de cabelo em pé. A “Cloud Computing” já está se revelando como o futuro grande vilão que poderá levar os chamados “Personal Computers”, aliados da Microsoft, à obsolescência.
Mas por que essa tal tecnologia pode revolucionar tanto a era da informática? Simples. Com ela, ninguém precisará de um computador para acessar a internet, muito menos para utilizar aplicativos ou acessar documentos pessoais. O computador se reduzirá a um pequeno chip conectado à internet, que integrará a “grande nuvem de computadores”. Suas informações pessoais não mais estarão presas a um CPU. Com o micro chip, você poderá acessar seus arquivos de qualquer computador, em qualquer lugar.
E por que a Microsoft correrá algum risco com a nova tecnologia? Além do acesso livre de informações através da “grande nuvem”, o internauta receberá dela todos os aplicativos de que precisar seja processador de textos ou editor de imagens; enfim, qualquer programa.Tudo de graça. Isso significa que todos os softwares, ferramentas de faturamentos milionários da empresa de Gates e de tantas outras, serão popularizados; não haverá custos para a utilização de tais recursos. Atrelado a isso, com a crescente utilização dos chips, haverá um barateamento significativo de computadores. E as novidades não param por aí. A gigante IBM também já vestiu essa camisa, investindo em desenvolvimentos de aplicações para a nova tecnologia, em parceria com a GOOGLE. Esse fato com certeza acarretará em grandes impactos; não somente no que diz respeito a um simples armazenamento de arquivos pessoais, mas também será a solução para os negócios, principalmente para as pequenas empresas.
Porém, mais do que uma ameaça a uma grande empresa, a Cloud Computing representa a conquista popular da informática e o fim da elitização desta fantástica tecnologia.